Archive | Julho 2012

Skyfall elevará finalmente Bond da escuridão?

Já sofremos duas vezes com entregas menores da saga. Será que Mendes vai remediar os falhanços?

Repare-se, aqui somos todos fãs dos filmes anteriores, mas Bond tem algo mais para dar do que nos foi entregue.

Por agora, tudo parece estar em ordem exceto o cabelo do vilão.

Anúncios

Grayskull, tivemos saudades tuas!

Jon M. Chu, realizador de Step Up 2, Justin Bieber Never Say Never e…G.I. Joe Retaliation, está em negociações para realizar Masters of The Universe, a mais recente adaptação do nosso muito amado He-Man, um companheiro de juventude para todos aqueles que nasceram nos anos 80…e que são rapazes…e que tem poucos amigos…e possivelmente fantasias sexuais com homens de tanga…enfim.

Não se sabe se seguirão o argumento de Alex Litvak e Mike Finch, mas esperemos que esteja um passo à frente da versão de Justin Marks “Grayskull”…um Skeletor que é um esqueleto humano de corpo inteiro? Por amor de Cthulhu, Skeletor tem que ter pele roxa!

Esperamos, sem dormir, mais notícias sobre o projeto.

Battlecat and Man-At-Arms, to me!

O que é que te define co…

O que é que te define como um verdadeiro argumentista em Portugal? A opinião rancorosa e sofrida, do Não-Argumentista.

Quando falo do Não-Argumentista, não falo do sortudo que se dá por contente em debitar para um documento word todos os instintos criativos que possa ter e que amarfanha num bloco único aquilo que chama de “filme” ou “episódio”, uma fantasia de banda-desenhada ou talvez um ensaio existencial, que acredito será ideal para elevar a humanidade a um estado benéfico de perceção, não. Não falo daqueles que são tocados pela pena dourada da criatividade e não podem ser açaimados por fórmulas. O Argumentista verdadeiro não conhece regras que não consiga quebrar, formatos que sejam obrigatórios, limitações que não possa mijar em cima. É o verdadeiro super-herói português, capaz de enfrentar a tirania da disciplina e coerência e derrubar o jugo malévolo do foco narrativo, apresentando aquilo que poderá ser, possivelmente, a melhor oferta da arte ao mundo desde o surgimento dos fauvistas.
Não, quando falo do Não-Argumentista, falo simplesmente de um macaco a quem tenha sido ensinado estrutura, simples divisão de uma história em três atos, os conceitos mitológicos na narrativa, arquétipos, o princípio de uma beat-sheet, a logline em 25 palavras, coisas triviais e completamente desnecessárias como o mapear de um argumento, o controlo dos personagens secundários, pergunta dramática central, definição de tipos de protagonistas, as virtudes e defeitos da Feiticeira, as regras básicas de ritmo, qual a linha de condução de uma cena, Quer e Precisa, Climax & Resolução, porra, tudo isto e muito mais outros conceitos que sofrem do mesmo mal: são indesejados. Não pertencem. Não tem como se enquadrar, acabam por roubar oxigénio aos membros mais produtivos, distraem o grupo da virtude do projeto, castram a criatividade. São criaturas sem impacto, destrutivos de facto, que procuram subjugar a narrativa a uma função. Loucos mesmo, estes fanáticos, que acreditam que diálogos podem ter dois significados. A metáfora visual nunca teve maior apoiante, e lá encontra os mais perigosos envenenadores: os que procuram dar a mão ao público.
Parece que o Bodhisattva do cinema Português se esqueceu de os guiar na sua jornada de iluminação até ao despertar pleno: coerência não é consciência. São criaturas penosas, na verdade, inúteis na sua origem, cujo único propósito é praticar não uma arte, mas uma tarefa mecânica sem utilidade. Roubariam a atenção dos verdadeiros labutadores do cinema, os que se chamam Argumentistas, por direito do grande papão nas estrelas e da sua personalidade jurídica.
Não ser criativo, não saber ver para além das limitações do academismo, não ser pago, não esperar respeito dos seus pares, porque não tem direito a ser considerado equivalente ou par; tudo elementos que te poderão identificar como o Não-Argumentista em Portugal. Se tudo o que tu fazes vai contra o princípio do “argumento” para Cinema, visto que a tua chamada “escrita” não produz resultados, porque comete o erro de respeitar o público ou até a história, mais do que respeitar o ego do próprio, então lamento, mas és o virulento não-argumentista e estás a perturbar a fauna do cinema em Portugal.
Não chores, Não-Argumentista, há cabos para carregar e as folhas de serviço não se preenchem sozinhas. Serás certamente mais bem pago se servires de motorista para os verdadeiros escritores. E quando falo de escritores, quando falamos nós, os não-argumentistas (porque não tendo utilidade não temos direito a pertencer a um conceito que certamente não poderá aceitar que criaturas sem uso possam usufruir do seu estatuto), falo de ti, de vocês, dos primos, dos sobrinhos, dos colegas de carteira, das melhores fodas, do blogger, do tipo que leu o livro errado no momento certo, possivelmente antes de apertar a mão ao garboso de dedos amarelados e óculos de sol em dias de Inverno, o gajo certo que ainda sabe contar os trocos que mais ninguém tem. Falo dos benzidos. Os belos. Os bípedes de três nomes, não mais, não menos. Os Argumentistas. Os Escolhidos.
Não podes ascender à condição de Argumentista sem o toque do Destino, ou como é constantemente injuriado pela raça nojenta que nós somos, Os Colhões Do Príncipe.
Lá está, quando falo de motorista, falo de ti idiota, que pensavas transformar um estágio num trabalho, que esperavas que o método fosse a ponte para o sucesso, que foste ingénuo ao ponto de acreditar que bastava escrever não só por prazer, mas por obrigação, com vontade e disciplina de um louco que sonha ser respeitado. Idiota, acreditavas que fazer bem trás resultados mas esqueceste-te que tens que fumar tabaco de enrolar e reuniões de trabalho só nos quiosques que o Príncipe permitiu erguer à volta dos seus sacos de bebés. Não, meu amigo louco, tu não tens direito a ser ouvido.
Besta, não percebes que se não és pago, o que escreves não são argumentos? O que vale é que há sempre realizadores ou jornalistas que encaixam melhor no rótulo. Uma salva de palmas para os Argumentistas e uma saraivada de balas para o Não-Argumentista em Portugal. São uma estirpe em crescimento que um dia poderá ter a coragem de roubar de volta o rótulo que em tempos já teve o significado certo e isso, irmãos, desencorajados, moribundos, é aquele mal inevitável que cresce todos os dias, não é? Eles conhecem-no, mas não o sabem nomear. Mas nós sabemos.
Volta ICA, os Argumentistas precisam de ti para irem ver o Twin Shadow no Music Box!

E não, não és argumentista só porque descobriste Campbell no seminário do Mckee.

Que idiota, atreve-se a escrever sem autorização

Ossos e Bórea e tantos outras influências incapazes de gerar dinheiro

Antes de mais, bem-vindo estranho, a esta muito pouco humilde tentativa de seduzir algum leitor curioso e eventualmente garantir o emprego de todos os envolvidos na gerência deste blog (não temos dinheiro para sites).

Este é um blog de crítica e reportagem, de apoio à descoberta de novas tendências e de guia, sobretudo de guia e de partilha, do pouco conhecimento que os aqui presentes, amam e dominam.

Filmes, livros, banda-desenhada, videojogos, música, talvez até piscinas de natação possam constar das nossa críticas…fotografia de certeza que cá calhará. O objectivo é criar um todo de informação, um registo digital que assinale as nossas prestações como estudantes dos meios criativos (fora a natação ou piscina desportiva, lá está) e nos dê a conhecer a vocês, quem quer que sejam, preferencialmente leitores bem humorados e que não sejam facilmente ofendidos.

Ossos e Bórea existe para que os intervenientes possam de algum modo, encontrar uma utilidade numa realidade que, paradoxalmente, apupa e venera o escritor. Por cá se escrevem coisas, umas boas, acertadas, a maioria sai completamente ao lado do seu propósito, mas tenham paciência, que haverão de ler algo de jeito…esperamos nós.
Excelsior