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Crítica anunciada: Argumento do remake de Robocop

Dentro em breve o adorado MastigaOssos irá colocar a sua crítica ao argumento do filme de Padilha que oferece promessas de, mediocridade.

O único vislumbre de qualidade do que esse filme pode trazer está neste concept art que nem está ligado ao filme. É fraco, meus amigos, esperemos que uma realização pós-moderna ajude a superar um argumento lastimável.
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Pacific Rim – crítica ao argumento

Cerca de 132 páginas de porrada de colossos e muita história mal aproveitada. A culpa não é de Hollywood, é da adolescência.

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É bom? Não, não é bom. É medíocre para quem conhece o género, surpreendente para quem não está familiarizado, e vulgar para um argumentista. Não chega a ser mau, apenas dolorosamente familiar e conveniente. Não visa surpreender e não apresenta nada de inovador, apenas uma abordagem claramente à Del Toro: clássica no argumento, dependente totalmente do brilho visual do realizador e apesar de seguir um esquema de proximidade humana com os protagonistas, está demasiado presa a elementos românticos baratos para aprofundar o dramatismo. É o típico blockbuster, espampanante e pouco original.

Agora tenham em conta que estou a falar da versão presente do argumento e não da história do produto final. Do que já foi revelado na net, vários elementos podem ter sido alterados, nomeadamente a personagem de Idris Elba, que parece ser uma mistura de dois secundários que encontramos no argumento, o Lt Pentecost e o General Takada, o comandante da organização responsável pela defesa do planeta terra contra os poderosos Kaiju. Também tenham em conta que apesar das limitações narrativas e fraquezas, visualmente pode ser captado de modo apelativo o que compensará, até certo nível, uma história familiar e hollywoodesca.

Nunca vai mais longe que leve entretenimento escapista, e se por vezes fornece alguns traços de existencialismo com o uso de elementos de visão metafísica e sonhos existencialistas que refletem o trauma dos personagens e preveem as catástrofes iminentes através de simbolismos (onde Del Toro aproveita para integrar alguns traços característicos das perturbações Lovecraftianas que tanto venera, paisagens caóticas de carne viva e rios de sangue, montanhas vivas e tentaculares a consumir o mundo transformado num verdadeiro reino de chamas), nunca chega a atingir a verosimilhança que merecia. Apesar de o filme se sentir verídico e o universo estar consistente, não é profundo.